13/09/2014

Agora vai!


E depois de me acompanhar por 12 longos, agitados e cansativos dias aqui na capital pra arrumarmos um lugar próximo da universidade pra eu morar, comprarmos móveis e mobília, comida e roupas, minha mãe foi embora com o coração partido e "conseguiu" me deixar morando de verdade em Cuiabá. E isso, foi meio que pra provar o contrário do que eu vivi durante o último reveillon, que eu passei na casa da Rafah, chorando juntos porque eu estava depressivo dizendo que minha família não ligava pra mim. Vi que minha mãe é extremamente protetora e coruja, e que gosta muito de mim, assim como eu gosto dela.

Esses 12 dias que a gente ficou junto numa rotina totalmente fora dos padrões que nós já vivemos até hoje, foi pra fortalecer e provar que não existe um carinho maior do que entre uma mãe e um filho, porque pra passar tantas "humilhações" que passamos [tipo andando debaixo de sol de 40°C à pé, carregando sacolas e mais sacolas de compras, pegando ônibus, reclamando do atendimento local, atravessando faixa de pedestre correndo por medo de ser atropelado, andar nas ruas morrendo de medo de ser assaltado e mais um tanto de coisas] só mãe pra aguentar mesmo.

Vi uma preocupação excessiva da minha mãe comigo, que eu nunca tinha visto antes. Uma preocupação tão exagerada, que chegava me estressar, porque me sentia o "filhinho da mamãe". Mas antes ser paparicado do que jogado às traças né?!

Se não me engano, na quinta-feira foi um dia bem programa de mãe e filho, onde saímos de casa por volta das 15h e voltamos depois das 21h. Andando no shopping sem pressa e compromisso, comprando lembrancinha pro resto da família que estava em Alta Floresta, e experimentando lanches que nunca tinha comido antes! E na sexta-feira, o último dia dela aqui na capital, minha mãe começou a falar dormindo na madrugada [o que não é raridade - e eu puxei esse gene dela], pedindo socorro enquanto sonhava. É bem tenso quando isso acontece, mas eu já estou acostumado com essas vozes meio que "pra dentro" que ela fala enquanto dorme. E o que você acha eu fiz?
a) ( ) acordei ela
b) ( ) conversei com ela
c) (x) filmei tudo pra tirar sarro dela no outro dia

Acordei cagando de rir da cara dela, e ela nem lembrava o que tinha sonhado, tadinha. Mostrei o vídeo pra ela, e ela quase se cagou de tanto rir dela mesma. [Ótimo filho que sou, né?] Mas enfim, ela acordou cedo [e hiperativa que só ela] foi lavar a louça, terminou de arrumar a mala e ficou conversando com meus vizinhos. Aí fomos juntos pro aeroporto, deixei ela, expliquei certinho pra ela não 'dormir no ponto' e perder o embarque do voo, e nos despedimos [com aquele aperto no coração].

Minha mãe linda, no aeroporto Marechal Rondon (CGB)
E foi na sexta também, que pela primeira vez andei de buzão sozinho, do aeroporto até aqui em casa, numa mistura de medo com felicidade com independência. Mas o bom é que deu tudo certo. E vai continuar dando tudo certo daqui pra frente. E segunda-feira (15/09) já começam minhas aulas na UFMT. Só o comecinho da realização do meu sonho: ser publicitário.

Beijão [da capital] do Marcos!

Um comentário:

Anônimo disse...

mto lindo isso td!