04/08/2014

OVNI


Esse último final de semana, fui pro sítio. Acabei indo depois do almoço de sábado pra lá, e voltei no meio da tarde de domingo, e foi tão gostoso, e aconteceu tanta coisa, que acho que não dou conta de contar tudo em um post só. A história começa comigo vendo um OVNI no sábado de noite e termina com um alarme falso do meu pai morrendo. Vou tentar compartilhar aqui com vocês mais essa experiência.

Como de costume [principalmente nesses últimos meses - que caiu a ficha eu eu vou mesmo embora], tenho ido pro sítio, e passado meu tempo com meus pais. E no sábado, depois do almoço, ajudei minha mãe a limpar a casa dela, e depois entrei numa maratona de filmes: Coincidências do Amor; Maré de Azar; Noé e Jobs, um seguido do outro [com pausa só pra fazer número 1 e número 2]. E quando já era noite, no sábado, meus pais foram pra igreja, e como eu não queria parar minha maratona de filmes, fiquei em casa sozinho. Eles entraram no carro, e quando estavam saindo da porteira do sítio, fui até na grama, no meio do quintal, ver como estava o céu pra tirar fotos noturnas por lá. Foi aí que eu me deparei com uma luz muito esquisita, que parecia uma estrela [só que amarela], flutuando na altura de um avião, numa velocidade razoável [não era super rápido mas também não era devagar]. E comecei encarar a luz com uma certa cara de estranheza, porque tentei identificar o que era, mas não consegui. E aí, a tal luz começou se apagar lentamente, como se estivesse piscando [estilo quando tem algo com bateria fraca]. Nessa altura do campeonato, meu queixo tava no chão, meu coração estava mais disparado que tudo nessa vida, mas mesmo assim não fiquei com medo. Sim, sim, eu pensei em filmar a luz, mas quando dei um passo pra trás, pensei na possibilidade de não dar tempo de buscar a câmera, ainda mais porque ela estava sem bateria, então fiquei admirando os segundos em que vi aquela luz estranha.

Pois eu queria ver de novo a maldita luz, e já que eu estava sem medo mesmo, aproveitei e desliguei todas as luzes que ficavam na casa e no quintal, puxei uma cadeira de área, coloquei na grama e fiquei olhando pro céu, com uma lanterna na mão. Fiquei sentado, sob o sereno, por uns 20 minutos. Não vi nada além de 2 estrelas cadentes, e um avião beeeeem longe. E depois desse tempo todo sem sucesso, resolvi voltar pra sala e dar sequência aos filmes.

Quando meus pais chegaram, contei pra eles, que acharam isso super normal, e minha mãe tentando me convencer de que a tal luz era uma estrela cadente [MAS EU SEI O QUE É UMA ESTRELA CADENTE, E GARANTO QUE AQUELA LUZ NÃO ERA UMA! A LUZ ERA UMA ESPÉCIE DE ESTRELA FLUTUANTE NA VELOCIDADE E ALTURA MENOR QUE DE UM AVIÃO]. Na foto do inicio desse post, é exatamente o lugar em que eu estava, e que eu tirei uma foto depois de ter ficado esse tempão todo no sereno atoa. Na foto dá pra ver umas 4 ou 5 estrelas no céu escuro. A luz que eu vi, era mais ou menos na direção direita da imagem, longe de todas as outras estrelas. Mas enfim, ainda estou com o mistério a ser desvendado..

Dando continuidade à minha aventura no sítio, fui dormir de madrugada devido a maratona de filmes, e quando acordei na manhã seguinte, resolvi andar em volta da represa, no meio do pasto, pra fotografar. E lá fui eu, andando e fotografando, até dar conta de que eu estava bem longe da casa da minha mãe, mas até aí tudo bem, porque não era a primeira vez que eu saio perambulando por aí sozinho lá no sítio.. E quando eu estava do outro lado da represa fotografando umas garças voando, quase na divida da propriedade dos meus pais com a do vizinho, ouvi um grito desesperado de uma mulher pedindo socorro, algo como "VEM AQUIIIIII, SOCORRE AQUIIIIII". Nessa hora, parecia que tudo tinha parado, parecia que eu não ouvia mais nada além da voz da mulher, e parecia também que meu sangue havia ido pra qualquer lugar desse mundo, menos dentro de mim. Segurei a respiração pra tentar ouvir melhor e olhando sempre em direção à casa da minha mãe [onde estava ela e meu pai, sozinhos], quando de repente, outro berro com um assovio "VEM AQUIIIIIII". Nossa senhora! Ao mesmo tempo que minhas pernas havia perdido todos os músculos e ossos, eu criei um impulso de correr desesperadamente em direção à casa, e antes que eu pudesse perceber, olhei pra trás [em direção ao vizinho de sítio dos meus pais] e dei de cara com a cena de uma mulher com os braços pra cima, pedindo socorro ao marido porque havia acontecido alguma coisa lá na casa dela.

A sensação de alívio que eu senti em saber que não era minha mãe que estava assoviando e berrando desesperadamente sem parar, se misturou com a preocupação de socorrer a minha vizinha de sítio [que devia estar a uns 500m de mim]. Mas quem disse que eu tinha força pra andar? Minhas pernas estavam todas tremendo, e minha câmera pendurada no pescoço parecia pesar 20kg. Eu malemá conseguia apertar o botão de desligar da máquina. Isso tudo, porque na fração de segundo que eu ouvi o berro da mulher, automaticamente associei com a voz da minha mãe, e pelo tom de desespero eu havia criado na minha cabeça, que meu pai havia ido perto das vacas pra fazer sei lá o que, e alguma vaca havia atacado dele. Que sensação horrível de pânico! Horrível!

Sei que eu já havia perdido todo o tesão em tirar as fotos, e voltei todo sem graça pra casa dos meus pais e fui contar a história pra eles. E até agora, não sei o que aconteceu com a vizinha. Mas creio que não tenha sido algo tão grave, porque pelo o que eu vi, tinha um bezerro no quintal dela, deitado. E o marido dela, quando foi acudi-la, foi andando [e não correndo]. Pensei na possibilidade de ter aparecido alguma cobra na casa dela, ou algo parecido. E outra, não desejo pra ninguém essa sensação falsa [e graças a Deus, foi falsa mesmo!] de enxergar algo horrível acontecendo com a sua família. Foi horrível mesmo!! Até agora, só de lembrar, fico todo fraco! Credo!

E as emoções não param por aí! E por último, após o almoço, meus pais e eu fomos pra um outro sítio que meu pai comprou, que fazia muuuuuuito tempo que eu não ia [nem minha mãe]. Foi tipo um passeio em família, jogando conversa fora e fazendo planos pro futuro, com direito à ver um casal de capivaras [eu ACHO que era um casal, porque eram duas HAHAHAHA] na volta pro sítio.. E foi divertido, porque eu não entendo nada dessas coisas de área de terra, nunca sei o que é hectare, alqueire, essas coisas, e vinha perguntando o caminho inteiro essas coisas de sítio.. Também não me pergunte quantas cabeças de gado meu pai tem, porque eu não sei! Hahahaha Eu deveria sentir vergonha disso, mas é que eu não tenho culpa de ser burro e desinteressado pra esse tipo de coisa, viu.. Ah, e depois do passeio, voltamos pra cidade, pro aniversário de 4 anos do Gabriel, meu primo [na verdade ele é filho da minha prima. Automaticamente, meu primo também]. Aniversário de criança é bom demais, meu Deus do céu! Comi salgado, bolo e doce até explodir. Fim.

Ah, já ia me esquecendo das fotos que tirei no domingo pela manhã. Pra aumentar as imagens, só clicar em cima delas. Ah, e lembrando que minha câmera não está muito boa, as imagens estão aparecendo um pouco embaçadas, sei lá. Acho que as lentes estão precisando de uma limpada daquelas!

As capivaras que encontramos na volta.



A foto que tirei antes de ouvir os berros desesperados


 Um jacaré, que fotografei por acaso numa das represas
 Um tanque abandonado do meu pai, que virou um aquário de água cristalina
 Quero-quero
 Jaca

 No outro sítio do meu pai
 Matamos uma pessoa e fomos jogar o corpo no mato.
Mentira, fomos pegar terra pra adubar as plantas da minha mãe.

Uma aranha que estava numa lasca que eu ia subir pra tirar uma foto "aérea". E desisti.



E agora, uma sessão de fotos panorâmicas, de diversos lugares lá do sítio, onde fiquei treinando com a câmera por horas. Sou apaixonado por fotos panorâmicas! (L) Ainda vou colocar uma foto dessas numa moldura bem bonita e pregar numa parede lá da casa dos meus pais! :)

 Na esquerda, um chiqueiro sob a represa linda

 Represa
 Esse era o ponto que eu estava na hora dos berros de pânico



 Os três tanques de peixe, separados pelos aterros. No meio, o "aquário".


 O sítio que fazia um tempão que eu não ia


Outra nesse sítio que eu não ia há anos
 E mais uma desse sítio

Ufa! Achei que esse post não fosse acabar hoje, viu! Tá praticamente atualizado pela semana inteira, né?! E se você leu meu post até aqui, meu muitíssimo obrigado. Já te amo, pelo interesse que você tem na minha vida! hahahaha (L)

Beijão [com fortes emoções] do Marcos!

2 comentários:

Anônimo disse...

Comecei a ler porque o assunto OVNI me interessa muito, pois tenho visto muitas "coisas" estranhas, e vc não imagina minha surpresa ao ler a descrição perfeita do que vi no sábado a noite. Uma luz, pouco maior que uma estrela que foi se apagando rapidamente como se fosse uma bateria fraca. Depois que apagou esperei algum tempo, mas não reapareceu. Observo muito o céu, e pela minha experiência nos meses de agosto e setembro só não enxerga nada quem não olha para cima.

Marcos Pereira disse...

Respirei de alívio ao ler esse comentário, e não passar por louco sozinho!! :D